<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706</id><updated>2012-01-07T04:20:43.815-02:00</updated><title type='text'>Valores e Cultura Medieval</title><subtitle type='html'>Neste espaço vamos discutir os valores medievais, dentre eles a cortesia, a lealdade, a fortaleza e a fé.

Valores que definiram o código de ética e vida dos grandes cavaleiros da Idade Média.

Meu e-mail: dennys.girardi@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-6631141478636610346</id><published>2010-02-09T23:34:00.000-02:00</published><updated>2010-02-09T23:34:05.991-02:00</updated><title type='text'>Matéria e Forma - Hilemorfismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S3IM-vN-HPI/AAAAAAAAAG8/3aa36Q7oNCw/s1600-h/yin-yang.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S3IM-vN-HPI/AAAAAAAAAG8/3aa36Q7oNCw/s320/yin-yang.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição chamou de hilemorfismo a tentativa de ordenar as diversas esferas dos entes do universo em suas diferenciações de níveis, participação e intensidade de ser, usando para tal o princípio-binômio “matéria-forma”. Essa compreensão é semelhante ao que no extremo oriente se tentou, e ainda hoje se tenta, explicar a complexidade do universo através do princípio-binômio “Yang-Yin” . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este modo de compreender a constituição do universo a partir de dois princípios parece estar difundido nas mais diversas culturas; é possível encontrar uma compreensão semelhante entre os povos africanos sob a imagem do “Igbá-odu” .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hilemorfismo é uma palavra composta por dois termos gregos: “hylé” traduzido para o latim como matéria e “morphé”, traduzido como forma. Segundo Logos, Enciclopédia luso-brasileira de Filosofia, hilemorfismo é: “Sistema ou doutrina filosófica, segundo a qual a estrutura última ontológica dos corpos é constituída por dois componentes ou princípios radicais de ser: matéria primordial (“hylé”) e forma substancial (“morphé” ou “eîdos”)”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este modo de compreender a constituição universal a partir do hilemorfismo era muito claro entre os medievais. Hoje, não conseguimos adentrar nesta compreensão, visto que a desgastamos demais, não a tratando com sua dignidade própria. Assim, tentamos explicar esse princípio-binômio de um modo simplório, dizemos matéria como algo material (em oposição a tudo que não é material), e forma como se disséssemos fôrma, a modo de construção, configuração, beneficiamento, modelação, produção . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensamos que a concepção deste princípio ordenativo da complexidade dos entes na constituição do universo vem da maneira artesanal com que os medievais encaravam a vida e o ente no seu todo. A doutrina do hilemorfismo perdeu sua força, passando a ser considerada como um modo primitivo e ingênuo de conceber a estruturação do universo a partir de uma experiência artesanal, da mundividência de uma humanidade que vivia e pensava dentro e a partir de uma existência artesanal, que pensava a partir da fabricação de artefatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso certamente não está de todo errado, porém diz apenas parte daquela complexa explicação ordenativa que era dada para a estruturação do universo, a partir da doutrina do hilemorfismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A doutrina começa a se encaminhar melhor, se seguirmos um fio condutor que denomina forma e matéria como causa material e causa formal. Assim, devemos encarar forma e matéria dentro do conjunto das causas, pelas quais os medievais dinamizavam e estruturavam uma compreensão ordenada do universo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, as chaves para a leitura do hilemorfismo são: forma, matéria e causa. Estas três não estão como três realidades dispostas estaticamente uma ao lado da outra, mas formam momentos dinâmicos de uma constituição. A dinâmica de matéria mais forma constitui a causa. Dessarte, causa é o princípio dinâmico que rege, caracteriza e estrutura as diferentes esferas ou regiões do ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem a forma nem a matéria são por si; ambas são a partir de outro, ou seja “ab alio”. A matéria não poderia ser se de algum modo não fosse in-formada; por mais provisório que seja, só existe matéria mediante a ação da forma. A forma, todavia, necessita da matéria para poder ser factual, real, para que em in-formando a matéria possa se manter e permanecer como forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa ordenação, entre ambas existe uma acentuação preferencial na forma, pois seu modo de ser exerce uma prioridade em relação à matéria. Pois nos diversos níveis de participação do ser, a forma está mais próxima ao ser, tem maior comunicação do ser do que a matéria. Isto é, quanto mais forma, tanto mais ser. É a forma que nos diz o que cada ente é dentro da constituição do universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A forma é o ente que dá o ser à coisa”. Em sua relação com a matéria, a forma se torna dinâmica, princípio, causa para a atualidade, para a realidade, para o ser dos entes. A princípio, a forma tem a possibilidade de determinação como propriedade das coisas materiais. Contudo, como princípio determinante da matéria, a forma vai aos poucos constituindo níveis diferentes, cada vez mais altos. Nesse sentido é que os medievais diferenciavam níveis da forma, por meio da causa. Então, compreendiam vários níveis formais: causa formal, causa final e causa eficiente. De um lado temos a matéria (o princípio passivo – causa material) e de outro lado os três níveis formais: causa formal, causa final e causa eficiente (princípios ativos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição filosófica remete essa doutrina das causas a Aristóteles, que teria apresentado 4 causas divididas em: causa material, causa formal, causa final e causa eficiente. Como já dissemos, nossa tendência é ver a relação das quatro causas como uma relação produtiva, no sentido de fabricação de um determinado artefato. Nesse sentido, a doutrina do hilemorfismo passou a ser considerada como ingênua e primitiva. Acabamos por compreender toda a doutrina hilemórfica numa relação de causas, ao modo de trabalho numa oficina, como a fabricação de um vaso de barro. Tendo: causa material = Barro; causa formal = o molde, configuração, de vaso; causa final = finalidade do vaso; e causa eficiente = o oleiro que modela o vaso. Então, diz-se que o universo era constituído deste modo: Deus é a causa eficiente, que age sobre a matéria (causa material), impondo-lhe uma forma (causa formal) em vista de um determinado fim (causa final). Ou seja, o universo é visto como uma relação de causa e efeito, ou melhor, de causação. Esse modelo de compreender a relação de causas diz apenas parte da constituição do universo, sendo válida somente para o nível mais ínfimo dos entes, o nível de ser enquanto não vivo, enquanto físico-material.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estaremos mais próximo ao modo originário de compreender causa se nos colocarmos a ouvir causa, não num sentido de causação, mas na sua forma latina “res”, isto é, coisa, a saber, realidade. Assim, percebemos que a causa diz coisa, isto é, realidade, ente, ser. Portanto, temos: realidade material, realidade formal, realidade final e realidade eficiente. Estas realidades dizem diferentes níveis de crescimento da intensidade, da autonomia e da mútua dependência entre os diferentes graus de participação do ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-6631141478636610346?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/6631141478636610346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=6631141478636610346' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/6631141478636610346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/6631141478636610346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2010/02/materia-e-forma-hilemorfismo.html' title='Matéria e Forma - Hilemorfismo'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S3IM-vN-HPI/AAAAAAAAAG8/3aa36Q7oNCw/s72-c/yin-yang.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-7345447382432259521</id><published>2010-01-08T12:28:00.001-02:00</published><updated>2010-01-08T12:29:34.176-02:00</updated><title type='text'>SUBSTÂNCIA E ACIDENTE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0dA7kNHuHI/AAAAAAAAAFw/Ry4LZDCC6Aw/s1600-h/MaosdeOleiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0dA7kNHuHI/AAAAAAAAAFw/Ry4LZDCC6Aw/s320/MaosdeOleiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os medievais caracterizavam substância como “ens in se” e acidente como “ens in alio”. A palavra acidente significa o que cai sobre (ad-cadere). Em grego substância se diz “hypokeímenon” e acidentes “symbebekóta” (plural, neutro). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usualmente substância é entendida como algo que está debaixo de aparências, como que um núcleo imutável, e acidente como o que cai sobre esse núcleo imutável, como algo mutável, passageiro. De acordo com o modo como Lúlio utiliza os termos substância e acidente parece que ele está inclinado a entender essas palavras na direção que os gregos acenavam quando diziam “hypokeímenon”, isto é, o que ali está deitado, estendido, bem assentado (“keisthai”) e “symbebekóta”, os concomitantes, os que acompanham em diversas variações concretas esse assentamento. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os medievais estavam mais próximos à compreensão da substância no seu ser do que na sua representação enquanto um núcleo, atrás, escondido debaixo das aparências, ofuscado pelos acidentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentemos intuir o ser em sua pré-jacência, no seu se perfazer como identidade, como peso da auto-identidade. Colocando-nos em frente de uma montanha rochosa, que se estende ao céu aberto. Aqui, atônitos, exclamamos: Que imensidão, que grandeza! Essa grandeza e imensidão não está querendo apenas constatar a quantidade métrica, o tamanho em metros, dessa paisagem, mas sim abrir-se à substancialidade, a intensidade de assentamento daquela montanha, o em sendo da montanha como montanha, a mais própria identidade da montanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginemos, então, que ao sopé da montanha viva um casal de velhos, experimentados na vida, que ali cultivam sua existência, que ali cultivam sua propriedade, seu jardim, sua horta, sua casa, seus animais. Este casal, na fidelidade da vida, depois de sua árdua luta, agora vivem numa pujança de bem-querença, e longos anos residem bem assentados como pessoas em sua mais profunda recordação. A montanha, o céu, o tempo e o espaço, o casal, a sua propriedade, jardim, a horta, sua moradia, em fim tudo, toda a paisagem e seus detalhes e componentes concomitantes estão impregnados, prenhes do peso, do assentamento de ser cada qual ele próprio na sua auto-identidade, na sua substancialidade. Cada vez, cada em sendo, assentado na sua identidade própria e viva, mesmo totalmente diferenciada entre si, tem o modo de ser de “hypokeímenon” e seus “symbebekóta”, o caráter ontológico de “in se”. A configuração, o feitio, de cada ente pode ser total e completamente diferente, mas o seu assentamento em si, seu em sendo, é sempre o mesmo como profundidade do ser, como pregnância, como amplitude, como a liberdade da e na auto-identidade do seu ser. O prefixo “hypo” parece acenar para essa profunda imensidão do ser, e não tanto para o que está de baixo, atrás de uma superfície. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, substância não indica qualidade, quantidade, modalidade de um algo, nem um pano de fundo ou espaço vazio de onde provêm os entes como blocos de coisa; nem acidente o que cai sobre esse bloco como acréscimo passageiro, mas sim a concomitância diferencial inerente aos entes que estão impregnados desse assentamento da substancialidade no ser. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desse modo, nos termos “hypokeímenon” (substância) e “symbebekóta” (acidentes) encontramos a mesma imagem de vastidão, de imensidão, de profundidade, como mar abissal em inúmeras concretizações de ondas, gotas d’água, como uma sinfonia cósmica, com suas percussões e repercussões, em notas, grupos de notas, pausas e acordes, que antes utilizávamos para intuir o princípio-binômio matéria-forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja mais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-7345447382432259521?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/7345447382432259521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=7345447382432259521' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7345447382432259521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7345447382432259521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2010/01/substancia-e-acidente.html' title='SUBSTÂNCIA E ACIDENTE'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0dA7kNHuHI/AAAAAAAAAFw/Ry4LZDCC6Aw/s72-c/MaosdeOleiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-7817984088714563261</id><published>2010-01-07T18:28:00.004-02:00</published><updated>2010-01-08T12:32:58.495-02:00</updated><title type='text'>Mística ou Misticismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0ZEf5lCGcI/AAAAAAAAAFo/frCU6F0LTN0/s1600-h/delirio-velas_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424098116037122498" src="http://2.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0ZEf5lCGcI/AAAAAAAAAFo/frCU6F0LTN0/s320/delirio-velas_3.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 285px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente não é um tema fácil de abordar. Mas vamos iniciar pela compreensão de mística. A palavra mística vem do termo grego “myo”, que significa nada menos que mistério. Mas este mistério se encaminha por algo próprio, que não tem como foco a revelação, ou seja, não se trata de um mistério que deva ser desvendado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mistério, de onde provém a mística, é sempre oculto e inalcançável. Deste modo, não podemos falar do que é a mística propriamente dita, mas sim ficar as voltas, tentando ao menos perceber a presença do mistério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Idade Média é repleta de místicos, de pessoas que viveram uma experiência com a divindade, mas que na tentativa de dizer o que é esta experiência se traem e não conseguem apresentar o mistério que viveram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Budismo tem esta experiência como o espaço da transmissão dos ensinamentos. Somente quem passou pela experiência pode então ser chamado de mestre. É a experiência que faz com que um discípulo se torne mestre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ilustrar o que digo trago um texto do &lt;a href="http://makyarim.blogspot.com/"&gt;blog Makyarim&lt;/a&gt;: “Buda reuniu os seus discípulos e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas. - Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - pediu Buda. O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores. O segundo compôs uma linda poesia sobre as suas pétalas. O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo. Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor e acariciou o seu rosto com uma das pétalas. - É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. - Tu foste o único a ver o que eu tinha nas mãos - disse Buda.” A outra tradição que diz que Mahakashyao simplesmente sorriu, nisto Buda reconheceu em seu discípulo a experiência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A experiência é simples e profunda, mas é tênue e límpida. É a busca do Tao.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O misticismo, que se nos apresenta a todo o momento, trata de modo diferente a experiência mística, pois ele fica com os sinais, ou seja, com as aparências da experiência. Assim, o misticismo recolhe objetos, incensos, velas e outros símbolos e apresenta-os como elementos místicos e de devoção. Entretanto, o contato com tais sinais não garante a experiência e nem a profundidade do conhecimento. Mas remete à simples reprodução das aparências, extremamente valorizada na modernidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-7817984088714563261?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/7817984088714563261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=7817984088714563261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7817984088714563261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7817984088714563261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2010/01/mistica-x-misticismo.html' title='Mística ou Misticismo'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_I6zUV-7rayg/S0ZEf5lCGcI/AAAAAAAAAFo/frCU6F0LTN0/s72-c/delirio-velas_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-1793648364423257194</id><published>2007-08-20T22:39:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T22:41:01.308-03:00</updated><title type='text'>O Saber do não-saber</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/RspCorkm-ZI/AAAAAAAAAAc/w2QNmO2QOMk/s1600-h/iluminuras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100962794608982418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/RspCorkm-ZI/AAAAAAAAAAc/w2QNmO2QOMk/s320/iluminuras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mergulhamos no ideário medieval nos deparamos com uma compreensão própria de saber-conhecimento, um modo de entender o mundo que aparece como estranho para nós modernos. Hoje temos muita dificuldade em entender o modo de pensar que dominou a filosofia grega e que, dentro de um outro colorido, reapareceu na Idade Média. Este modo de pensar se refletia na compreensão de saber-conhecimento como um “não-saber”. Não se tratava, entretanto, de um saber inculto, inócuo ou desprovido de conteúdo, mas consistia em reconhecer que não temos a capacidade de “saber tudo” e que somos capazes somente de reconhecer que “nada sabemos”.&lt;br /&gt;Sócrates, lá na antiguidade, apresentou ao mundo este modo de saber, para isso ele cunhou uma frase que até hoje marca a história da filosofia: “tudo que sei é que nada sei”. Na Idade Média este “saber do não-saber” foi atualizado por Nicolau de Cusa e chamado de “Douta Ignorância”.&lt;br /&gt;Na modernidade, com o advento das ciências, perdemos essa noção de profundidade, o saber deixou de buscar o “não-saber”, para se dedicar ao domínio do conhecimento. Enquanto o medieval dedicava a vida aos grandes empreendimentos, nós, modernos, fragmentamos nossos empreendimentos e dissolvemos nossas energias em inúmeras atividades. Para o medieval, qualquer atividade devia ser profunda e cheia de sentido próprio, nada era feito por fazer. Toda a existência estava empenhada em qualquer coisa que se iniciasse, por menor que fosse.&lt;br /&gt;Na modernidade temos a tendência de fragmentar as ações, dispersando nossa energia em várias coisas e direções. Assim, temos dificuldade de nos mantermos atentos a uma única coisa, e ficamos exaustos, pois não alcançamos nossos objetivos. A estrutura moderna, que tudo a fragmenta, fez-nos cegos para os grandes objetivos, não sabemos por que vivemos nem o que queremos de nossas vidas, diferente dos medievais, que tinham certo sua função e que tinham clareza do motivo pelo qual viviam. O cavaleiro queria ser o grande cavaleiro, o artesão queria ser o grande artesão, mas nunca um queria o espaço do outro. Talvez nos falte o ideal de ser o melhor em tudo que fazemos, coisa que definia bem um medieval.&lt;br /&gt;No que condiz ao conhecimento, hoje queremos saber um pouco de cada coisa, para dominar o máximo de conteúdo. Contudo, não conseguimos ter uma visão unívoca do mundo. Vemos o mundo com uma série de coisas linearmente colocadas. Os medievais não observavam o mundo como série de coisas. Mas como um panateísmo, onde em tudo podia ser observada a presença da divindade. Assim, todas as coisas estavam imbricadas, todas as criaturas remetiam a uma única realidade, pois tudo estava em tudo. E lá, na profundidade todas as coisas se encontram como unas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-1793648364423257194?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/1793648364423257194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=1793648364423257194' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/1793648364423257194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/1793648364423257194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2007/08/o-saber-do-no-saber.html' title='O Saber do não-saber'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/RspCorkm-ZI/AAAAAAAAAAc/w2QNmO2QOMk/s72-c/iluminuras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-7172760340410415013</id><published>2007-08-12T21:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T21:47:12.377-03:00</updated><title type='text'>O ESTUDO NO MEDIEVO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/Rr-pwgg1rSI/AAAAAAAAAAU/0k4voJh9n2g/s1600-h/copista2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097979954033175842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/Rr-pwgg1rSI/AAAAAAAAAAU/0k4voJh9n2g/s320/copista2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_I6zUV-7rayg/Rr-pGAg1rRI/AAAAAAAAAAM/DohvV8NX_Ng/s1600-h/copista2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Idade Média se destaca pelo empenho e dedicação que alguns tinham aos estudos. Os estudantes tinham como único caminho para vida o estudo em si. Ou seja, não havia entre eles o intuito da escola moderna, onde o estudante (aluno) se coloca em formação para uma atividade. Toda a atividade do estudo estava centrada nela mesma e a partir dela se desenvolvia uma busca interna, onde a sabedoria irrompia como empenho e dedicação. Assim, o estudo tinha um foco em si mesmo e o medieval simplesmente estudava, sem preocupar-se com frutos externos à arte de estudar.&lt;br /&gt;Quando falamos em estudo, principalmente na experiência medieval, nos remetemos ao termo latino “Studium”, de onde derivou a palavra estudo. Este termo tem a ver com entrega de vida, com dedicação total e incondicional a algo. “Studium” remete ao devotamento e ao amor. O medieval, que dedicava sua vida ao estudo, o fazia por um amor incondicional. Por isso, vemos muitas pessoas que saiam de vários lugares do mundo para as cidades onde se destacava o ensino das artes. Essa busca pelo estudo estava alicerçada numa disposição pessoal, num chamamento anterior, ou seja, numa predisposição quase religiosa.&lt;br /&gt;O medieval tinha em seu ideal o seguimento ao Cristo. Este seguimento remetia dedicação total da uma vida. Daí que muitos assumem o estudo não como preparo para desempenhar uma atividade rentável e lucrativa, mas como dedicação incondicional ao seu objetivo, quase uma vocação. Assim, o estudo se tornava o caminho para o seguimento do Senhor.&lt;br /&gt;Para compreender o modelo do estudo medieval podemos fazer uso do provérbio latino, “non multa, sed multum”. Ou seja, não são as muitas coisas, a infinidade de saberes, que definiam o estudo, mas a profundidade de cada um. Uma única busca, intensa e profunda, o medieval busca por uma única perfeição. O saber que se remeteria ao poder, ao domínio do mundo, quer “multa”. O espírito, no que condiz ao “studium” diz o “multum”. Assim, o medieval dedicava sua vida com graça e plenitude àquilo que lhe era próprio, a intensidade das pequenas coisas.&lt;br /&gt;Podemos sentir na profundidade dos medievais a força propulsora de bem fazer. Para a compreensão moderna pouco fizeram, pouco construíram, mas num entendimento de “Studium” muito fizeram, pois foram perfeitos e nos mais insignificantes detalhes.&lt;br /&gt;Nessa mentalidade, um monge podia entregar sua vida à cópia. E ali, sobre aquele cavalete, passar todo o tempo fazendo pouquíssimas cópias, desenhando inúmeras iluminuras num único texto. O objetivo deste trabalho era a perfeição alcançada.&lt;br /&gt;O mesmo se dava com o estudo. O caminho do estudo era a busca pela profundidade, o encontro com o essencial. Ao tomarmos um texto medieval vamos perceber que todo aquele trabalho se direciona ao encontro com o substrato que sustenta o todo. Ou seja, o encontro com a unicidade de todas as coisas. Neste caminho, o estudioso ia se deparando com inúmeras artes e inúmeros modos de compreender o mesmo. Estes modos vão irrompendo como astronomia, matemática, artes, gramática, teologia, etc. Todas estas facetas apontam para uma mesma realidade. Daí que o medieval passava em sua lida acadêmica pelo estudo do “Trivium” e do “Quadrivium”.&lt;br /&gt;Contudo, estes saberes não estavam dispostos um ao lado do outro, como se apresentam os saberes hoje. Eles constituíam um processo de crescimento, um caminho de encontro consigo mesmo e com uma unidade maior. A relação com o sagrado era essencial para que este movimento pudesse acontecer. Somente com um alicerce bem firmado eles podiam bailar entre as diversas formas do saber. Contudo, somente uma coisa era realmente importante, a isso eles chamavam de seguimento-discipulado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-7172760340410415013?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/7172760340410415013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=7172760340410415013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7172760340410415013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/7172760340410415013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2007/08/o-estudo-no-medievo.html' title='O ESTUDO NO MEDIEVO'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_I6zUV-7rayg/Rr-pwgg1rSI/AAAAAAAAAAU/0k4voJh9n2g/s72-c/copista2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115984676187308015</id><published>2006-10-03T00:24:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T10:13:46.180-03:00</updated><title type='text'>A Penitência na Idade Média</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazer penitência era, nas palavras São Francisco, “reconhecer as mãos de quem nos criou”. Portanto, a penitência tinha um compromisso com a criação. Não se tratava de uma mortificação e nada tinha a ver com o sofrimento. Fazer penitência estava no sangue que qualquer medieval, eles a viam como o momento propício para abrir espaço para Deus, momento de íntima comunicação com o Criador.&lt;br /&gt;Hoje, vivemos num mundo cheio, lotado, sem espaço para as coisas de Deus, o criador se torna mais um artigo a ser vendido e ofertado. O Criador entrou no mercado do marketing, precisamos de frases de impacto e de grandes acontecimentos para percebermos a presença dele.&lt;br /&gt;Francisco via em seu tempo um crescendo declínio na fé, onde as atividades começam a tomar o espaço e o tempo que antes era destinado para o Senhor. Para se livrar desta prisão, o mundo, Francisco fazia o jejum, como um exercício de penitência.&lt;br /&gt;A atitude de Francisco não tinha como finalidade o sofrimento, mas com o jejum ele permitia que a criatura fosse criatura, permitia que o animal permanecesse vivo, que a fruta seguisse seu caminho normal, garantia que por ao menos um dia, o alimento fosse simplesmente alimento, reconhecendo as mãos de quem o criou.&lt;br /&gt;Francisco se percebia como irmão de todo ser. Ele não se fazia dono, senhor do alimento, mas também não permitia que o alimento o dominasse. A penitência fazia de Francisco um homem livre para a vida, e feliz diante do seu Senhor.&lt;br /&gt;O hábito de eliminar excessos, de aparar arestas, criava um espaço divino, um momento para Deus, para que transparecesse somente Deus e não somente o homem.&lt;br /&gt;Muitas coisas somente ocupam espaço em nossa vida hoje, a penitência perdeu o sentido do Sacrifício (“sacrum”+ “facere”), fazer santo, ou melhor fazer-se santo, e tomou uma característica de dor ou de mutilação. Quando vemos alguém que sofre ou que se maltrata, dizemos que este faz penitência.&lt;br /&gt;Por isso, os medievais procuravam fazer penitência, desde leigos, monges, clérigos e até Papas. Penitenciavam não somente para se livrarem dos pecados e garantir a salvação, mas também para responder a uma guerra, um acontecimento que queriam contestar, como fazia Ghandi na luta pela não-violência.&lt;br /&gt;Pela penitência se exercitava a vontade e o desejo, faziam deles um domínio e não o que fazemos deles hoje, uma dominação. Portanto, fazer penitência era mais que uma disposição, era propriamente um dom divino.“E o Senhor concedeu a mim, frei Francisco, começar a fazer penitência”. Escreveu São Francisco.&lt;br /&gt;A atitude penitente está no cerne do ideal de Francisco, no seu pensamento e na sua ação. Através da penitência molda a sua existência carismática para entregá-la totalmente ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dennys Robson Girardi&lt;br /&gt;dennys_girardi@ibest.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 04 de outubro, nós franciscanos, celebramos a solenidade de São Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115984676187308015?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115984676187308015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115984676187308015' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115984676187308015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115984676187308015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/10/penitncia-na-idade-mdia.html' title='A Penitência na Idade Média'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115741455641159328</id><published>2006-09-04T21:01:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T21:06:03.063-03:00</updated><title type='text'>RELIGIÃO, VIDA E MODELO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/catedral.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/catedral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para compreender a Igreja da Idade Média, precisamos entender como o homem medieval percebia sua experiência religiosa. No contexto medieval, a Igreja era a única manifestação divina na terra, toda essa manifestação se dava numa estrutura, como algo organizado e claro. Por isso, estar ligado à Igreja era ter como certo a ligação com Deus.&lt;br /&gt;Como a religião se manifestava numa estrutura, não necessariamente numa experiência de Deus, todos deviam seguir as normas e diretrizes da Igreja. Para o medieval, seguir os ensinamentos da Igreja era o mesmo que seguir próprio Deus.&lt;br /&gt;Contudo, é bom relembrar que o homem mantinha firme sua postura, boa ou má. Logo, se existiam aqueles que viviam em tudo a verdade da religião católica, havia também os que se mantinham à distância. Desta forma, naquela época, surgem muitas heresias que colocavam constantemente a Igreja em posição desconfortável.&lt;br /&gt;Uma forma de acabar com os inimigos da fé estrutural foi a criação do Tribunal da Santa Inquisição. Este tribunal tinha dever de defender a fé católica de todo tipo de profanação ou heresia. Assumindo a sagrada escritura e a tradição como base de seu pensamento, o tribunal caçou e levou muitos homens à fogueira, simplesmente por divergirem do pensamento reinante ou por apresentarem algo novo à sociedade.&lt;br /&gt;Por outro lado, a vida mística era muito forte. Todos tinham a possibilidade de encontrar, por meio da religião, um sustento para manter o equilíbrio da vida. Quem assumia a religião fazia um processo onde o homem se moldava, numa busca de ser sempre melhor, se preparava para assumir a existência e se descobria enquanto ser no mundo. Quem assumia a religião estava disposto a uma radical mudança de vida, disposto a um encontro íntimo, disposto a uma verdadeira vivência de normas, na qual a mais importante era a obediência a Deus.&lt;br /&gt;A religião era “digna de ser imitada”, pois imitar não é simplesmente repetir, mas é um seguimento, fazer um caminho sob os passos de alguém que já o fez. Seguir o Cristo era a essência medievalesca, para isso faziam uso das mais variadas formas que dispunham. Eram capazes de deixar tudo, de partir para uma peregrinação, de se refugiar em ermos, de simplesmente entregar-se ao martírio, tudo para a glória de Deus. O que realmente interessava era o seguimento.&lt;br /&gt;No mundo atual religião não tem a ver com seguimento ou com obediência. Hoje, a religião existe na dinâmica do mercado, ela acontece de modo mercenário, muitas vezes baseada na teologia da prosperidade, onde benção está ligada aos bens materiais ou ao bem estar. Nessa dinâmica giramos pelas religiões e denominações religiosas, sempre buscando uma que se adapte aos objetivos de cada um, como quando buscamos um produto no mercado.&lt;br /&gt;O homem moderno não tem compromisso com a religião institucional. Criamos nossas religiões a partir de nossas necessidades. Muitas vezes, usamos delas e de uma falsa conversão para compensar os erros do passado. Buscamos nas religiões o show extraordinário, onde haja manifestação emotiva e miraculosa. Assim, não temos um compromisso ético com a opção religiosa. A religião se torna um espaço momentâneo de bem estar, onde cantamos e dançamos, sem a consciência crística da vida, sem a expectativa do reino. Dessa nova religião do bem estar ouvimos os slogans: “Deus é 10!” (Enquanto o CD é 15,00), “Seja sócio de nossa obra!” (Sócio sem direito às ações).&lt;br /&gt;A diferença crucial entre o modelo medieval e o modelo moderno de religião está na opção pela mudança de vida e seguimento do Cristo. Hoje, religião não passa de mais um produto à disposição nas prateleiras do grande mundo mercado, onde a religião compensa as dificuldades, depressões e tristezas do dia-a-dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115741455641159328?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115741455641159328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115741455641159328' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115741455641159328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115741455641159328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/09/religio-vida-e-modelo.html' title='RELIGIÃO, VIDA E MODELO'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115677489171297605</id><published>2006-08-28T11:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T11:21:31.726-03:00</updated><title type='text'>SABER GUARDAR-SE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A grandeza do ser humano germina no escondido. O homem de valor é aquele sabe como guardar seu segredo e principalmente sabe selecionar seus segredos. Quem não tem algo para esconder? Algo que tenha de permanecer sempre oculto? Este segredo define o valor de cada um.&lt;br /&gt;O segredo é um atrativo, o que mantemos oculto é responsável por atrair os outros até nós e da mesma forma somos atraídos pelos segredos dos outros. As pessoas mais fracas e ignorantes criam mecanismos imaginários sobre os segredos alheios, perdem seu tempo com fofocas sobre o que pensam saber dos demais. O fofoqueiro tem medo de seu segredo, precisa mantê-lo escondido, por isso se atém no segredo do outro, cria milhares de interpretações para algo que nem mesmo sabe se existe. &lt;br /&gt;Os amantes se atraem mutuamente pelo segredo. Quanto mais escondido estiver, maior a sede por desvenda-lo e maior a paixão envolvida. Nosso tesouro é aquilo que mantemos escondido, aquilo que não podemos falar e temos de defender a todo custo.&lt;br /&gt;Para que nosso caráter seja forte e consistente é necessário que nosso segredo germine no escondido, como a semente que germina sob terra. Assim, no silêncio e na solidão aos poucos o segredo vai sendo revelado diante de todos. Irrompe da escura e silenciosa terra uma bela plantinha, fruto daquela semente. No ser humano, onde o segredo germina dentro do coração, surge a planta como ações. &lt;br /&gt;Então, pelas ações podemos fazer idéia do segredo. Se ações de nobreza, sabemos ser de origem nobre o princípio do segredo, se de bondade, sabemos que boa é a semente. Mas de onde vem esta semente? Esta sementinha vem do berço, do espaço onde nascemos ou fomos criados. Portanto, devemos aprender com a natureza: bons animais dão bons rebentos. Bons pais geram e criam bons filhos, pois impregnam seu caráter em tudo o que fazem e se propõe.&lt;br /&gt;A Idade Média destacava de modo público os bens nascidos, aqueles que eram filhos de pais honrados e portadores de bom caráter. Assim, aparece com muita clareza o ideal da fidalguia. Ter um segredo familiar, que irrompe em boas ações, demonstrava a grandeza da família.&lt;br /&gt;Pelos frutos do segredo o homem é conhecido. Por estes frutos pode ser amado ou odiado. Daí que devemos saber como guardar este segredo. Esta semente nos diz quem seremos e quem podemos ser, tudo depende do modo com que a cultivarmos. Sabemos que somente quem a cultiva no escuro, no silêncio, distante das massas e dos olheiros pode ver sua árvore bela e frondosa sem ser cortada ou desviada por outro. O silêncio e a solidão garantem a consistência e a força das raízes, boas raízes possibilitam uma árvore frondosa geradora de bons frutos. Qual é o nosso segredo? Será que já tivemos a oportunidade de parar para pensar sobre o nosso tesouro mais valioso, o grande segredo? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115677489171297605?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115677489171297605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115677489171297605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115677489171297605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115677489171297605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/08/saber-guardar-se.html' title='SABER GUARDAR-SE'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115616942500436456</id><published>2006-08-21T11:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T16:35:30.620-03:00</updated><title type='text'>O querer SER</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/cav.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/cav.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/cav.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/cav.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homem medieval estava numa constante corrida para conquistar grandes coisas. Todo jovem tinha por sonho a Ordem da Cavalaria, na qual poderia ser reconhecido mundialmente como forte e honrado. A Cavalaria era considerada a mais alta grandeza, somente os mais justos, bons, corteses e leais podiam dela participar.&lt;br /&gt;Nos romances da época, encontramos toda a vontade e desejo da juventude, que nos cavaleiros e príncipes vislumbravam os altos sonhos, os ideais e os objetivos de vida. O jovem medieval estava em constante movimento para frente, simplesmente queria ir, não importava para onde, o importante era ir. Contudo, nunca se colocava a caminho sem antes saber o porquê estava indo. Sempre que se colocava a caminho tinha claro o motivo de seu caminhar, sabia exatamente qual era seu ideal.&lt;br /&gt;Um determinante para esta busca era o amor pelo herói. O caráter e a honra determinavam os heróis. Todo menino tinha claro o objetivo de se tornar tão leal, tão cortês, tão justo e tão religioso quanto seu herói. Os heróis habitavam o mundo arquetípico medieval. Entre os religiosos os heróis eram exaltados por sua fé e grandes feitos, que apresentassem sua fidelidade a Deus e seu seguimento ao Cristo. Na sociedade civil eram admirados pela bravura nas batalhas vencidas, pela luta contra os infiéis e pelas grandes conquistas territoriais. Ou seja, o herói, santo ou cavaleiro, era reconhecido por seu grande feito.&lt;br /&gt;Quando os cavaleiros voltavam de uma cruzada ou guerra toda comuna parava para recebe-lo. Instaurava-se uma festa em homenagem aos feitos dos heróis. Dança, música, festa, tudo para louvar o grande feito do herói. A grandeza não estava na pessoa do herói, mas na sua ação, em seu bem fazer, em sua grande obra.&lt;br /&gt;Ao partir em busca do ideal heróico, o jovem, mesmo não sabendo onde encontrá-lo, simplesmente sabia o porquê caminhava, queria ser um “GRANDE”, como aqueles das histórias que ouvia, aqueles que eram aclamados nas praças, aqueles que conquistavam as damas mais nobres e corteses.&lt;br /&gt;Manter firme o propósito é o que os diverge de nós, homens modernos, pois nós estamos na decadência de manter vivo algo que iniciamos, nossa busca pelo novo, o que está na moda, nos faz viver num constante mudar. É muito difícil conhecer alguém que começando um trabalho não o tenha abandonado logo de início, ou na primeira dificuldade. O medieval era firme, iniciada uma obra ele ia até as últimas conseqüências para conclui-la. Enquanto não vislumbrasse encerrada a empreitada, ele não parava. Isso não quer dizer que ele fosse um apressado, que quisesse terminar tudo logo, mas ele era como diz o Evangelho: “Um homem que constrói a casa sobre a rocha”. Assim, da mesma forma que ele não deixava para trás um trabalho começado, ele não o começava sem antes ter a plena certeza que poderia acabar.&lt;br /&gt;A máxima medieval do “Ad maioras natus sum” (Nasci para coisas maiores), repetia-se no dia-a-dia. Ninguém queria se envolver em pequenas querelas, em brigas inúteis sem motivos e que a nada remetiam, mas todos queriam estar nas grandes lutas, nas guerras importantes, todos queriam defender a fé até a morte. Todos almejavam a grandeza, queriam marcar sua passagem pela vida como conquistador de grandezas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115616942500436456?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115616942500436456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115616942500436456' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115616942500436456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115616942500436456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/08/o-querer-ser.html' title='O querer SER'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115555998867681806</id><published>2006-08-14T09:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-14T09:53:08.700-03:00</updated><title type='text'>O MAR DE SÍMBOLOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/brasao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/brasao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Símbolo é tudo aquilo que, como expressa a semântica da palavra, “traz para junto”, tudo que aproxima uma realidade de outra por meio de um objeto. No medievo o uso do símbolo era muito freqüente, estava presente na vida ordinária de todos. A realidade simbólica podia ser contemplada nas igrejas, nas praças, nas ruas, enfim em todos os ambientes. A realidade dos símbolos acontecia tanto na civil como na religiosa.&lt;br /&gt;Os símbolos representavam o que ia além, não ficavam presos às simples figuras. Por ter a consciência deste ir além, o medieval buscava o significado de seus símbolos, num emprenho continuo de tentar encontrar o espírito que sustenta a realidade. O medieval estava sempre empenhado em decifrar.&lt;br /&gt;Entendemos porque cada família tinha um brasão, cada nação tinha uma bandeira, cada grupo tinha veste que o distinguia, não para parecer melhor que outrem, mas pelo que transcendia a imagem. Cada movimento, grupo ou autoridade, tinha um símbolo forte de representação.&lt;br /&gt;Para o medieval nada estava preso ao visual. Hoje, é comum ficarmos nas aparências e decidirmos a partir delas. Por isso, o moderno não é valorizado pelo que ele é, mas pelo que aparenta ser. Enquanto que na Idade Media cada um simplesmente se apresentava como era. Não havia a mediocridade de hoje, cada um era inteiro em seus empreendimentos.&lt;br /&gt;Naquela época surgem os grandes romances e livros lendários que se constituem num grande jogo de símbolos, surgem os estandartes, as Igrejas decoradas com diversos afrescos, aparecem as imagens, criam-se novos estilos musicais, num movimento que levava o homem a auto-compreensão, ao entendimento de sua condição. As cerimônias, repletas de símbolos, tinha a finalidade de conduzir, serviam de canais para o encontro do homem com a divindade.&lt;br /&gt;A palavra estava entre os símbolos mais sagrados. No sacramento da palavra dita encontramos o maior exemplo da unidade do homem, pois um medieval jamais poderia voltar atrás. Não havia documentos nem contratos, bastava uma afirmação e o pacto estava selado. As palavras traziam todo o seu valor transcendente. Atualmente usamos constantemente as palavras sem ao menos saber realmente o significam, as palavras são simplesmente uma comunicação verbal e não uma comunicação espiritual, onde divindade e homem falam. Quando o medieval falava, era a divindade que se comunicava.&lt;br /&gt;No medievo, o símbolo era o que representava, não levava para, mas era o evocado por ele. Ao se deparar com uma bandeira ou um brasão, o homem agia como se tivesse encontrado com o representado pelo símbolo. Aquele brasão não representava o rei, mas evocava a presença dele, é como se o próprio rei estivesse ali. Também nos símbolos cristãos, como a cruz, não se tratava de uma imagem, mas sim da presença do absoluto.&lt;br /&gt;A religião tem boa parte de suas bases no tempo medieval, por isso o culto é permeado de símbolos. Até pouco tempo a igreja mantinha muitos outros símbolos, nascidos no contexto que tratamos. Porém, com o passar dos anos viu-se a decadência desta espiritualidade, os símbolos tornaram-se sem efeito. Destarte, houve a necessidade de rever fórmulas, imagens, textos, enfim rever a liturgia, pois a mística atual não estava caminhando junto com a medieval.&lt;br /&gt;Vivemos um momento em que a espiritualidade se encontra vazia, os símbolos não falam mais e temos a necessidade de explica-los. A realidade simbólica deve falar por si, cabe a cada um desvendar a mensagem dos símbolos. Porém, somente quem se encontra em comunhão com o sentido originário é capaz de desvendar ou apresentar novos símbolos de impacto para história ou para a vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115555998867681806?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115555998867681806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115555998867681806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115555998867681806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115555998867681806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/08/o-mar-de-smbolos.html' title='O MAR DE SÍMBOLOS'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115503738494462768</id><published>2006-08-08T08:40:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T08:43:04.963-03:00</updated><title type='text'>Nobreza de Costumes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/presente.png"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/presente.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No período medieval, a nobreza não estava somente ligada a quem fazia parte de um grupo seleto, de uma aristocracia, de um clã, ou de uma gesta. A nobreza não estava restrita aos parentes ou amigos do rei, àqueles quem tinham o sangue azul. Ser nobre era antes de tudo possuir um imenso grupo de qualidades pelas quais o homem demonstrava seu verdadeiro valor dentro da sociedade. A “Nobreza de costumes” é o melhor termo para identificar este movimento.&lt;br /&gt;Quando falamos em nobre, neste contexto, queremos apresentar uma identidade não jurídica, mas existencial, o modo de ser daquele que tem postura nobre, daquele que é naturalmente nobre.&lt;br /&gt;Ser nobre é dar um sentido a tudo que se faz, é não se desgastar, ou gastar a vida, com pouca coisa, é estar aberto às discussões sem deixar-se vencer pelo passional, é falar o que tem de ser dito, é não perder a postura diante das adversidades da vida. Ser nobre é antes de tudo ter um modo próprio de agir e fazer o que deve ser feito. A nobreza tem a ver com a sutileza. Ser nobre é ser sutil em tudo que se faz.&lt;br /&gt;Hoje, vemos diversas correntes de psicologia que tentam mostrar a necessidade de dar sentido à vida. A logoterapia, uma das mais recentes correntes psicológicas, apresenta a solução de nossos problemas a partir da discussão de ideais. Doenças modernas, como a depressão, crescem cada vez mais, pois o homem hodierno não tem coragem de assumir grandes ideais, o homem moderno tem dificuldade de dar sentido para sua vida. Todos os sonhos do homem moderno se voltam para o capital, para a carreira profissional ou para o acúmulo de bens, contudo isso não garante a integridade interior, pois não confere uma razão para a vida. Se a existência não tem um sentido claro, tudo passa a ser inútil e obscuro. Por isso, a “nobreza de costumes” pode ser uma proposta para a modernidade, uma proposta de encontro a partir de si mesmo.&lt;br /&gt;Ser nobre é ter nítido o que se deseja para vida, é seguir, a que não importa, o que importa é o fazer-se discípulo. O discipulado é um processo de entrega, onde o mestre passa a definir os pormenores da vida daquele que escolheu dedicar-se a uma tarefa. O discípulo sabe aprender dos mestres, sabe ouvir e falar, tudo num tempo ideal. O verdadeiro discípulo, por essência, é nobre e somente sua nobreza pode impeli-lo a um bom discipulado. Quanto mais nobre for o discípulo, mais próximo, afetivamente, o discípulo se torna do mestre e mais próximo estão ambos do ideal.&lt;br /&gt;A Nobreza é também uma união de modos, formas e maneiras de tratamento, porém sem falsidade, o “nobre de costumes” não se faz bom para se aproximar, não se faz cortês para conseguir seu interesse material, o que hoje acontece freqüentemente. O “nobre”, lembrando que falamos de um medieval, é inteiro naquilo que faz, jamais faz dois papéis.&lt;br /&gt;“Nobre”, talvez fosse o título maior a ser dado, porém poucos tinham no sangue esta “nobreza de costumes”. A nobreza, neste sentido, não é hereditária, é propriamente um valor adquirido e vivenciado numa época toda especial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115503738494462768?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115503738494462768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115503738494462768' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115503738494462768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115503738494462768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/08/nobreza-de-costumes.html' title='Nobreza de Costumes'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115431078113286262</id><published>2006-07-30T22:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T08:44:13.070-03:00</updated><title type='text'>A Cortesia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/Lancelot.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/Lancelot.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentre os grandes ideais vividos pelos homens do medievo a cortesia tinha um papel fundamental. A cortesia não era uma ação ou uma qualidade, era propriamente um sentimento de amor, por isso vamos nos referir a ela como “amor-cortês”.&lt;br /&gt;A cortesia era uma propriedade daqueles que viviam e conviviam na corte. Ou seja, o cortês estava sempre próximo ao rei. Por isso, tinha uma postura específica, não era rude nem torpe, destacava-se por sua educação. Sua qualidade principal era a fineza no trato com as pessoas. Simplicidade nas palavras e sabedoria para ouvir os mais experientes eram outras qualidades importantes.&lt;br /&gt;Os grupos de cavaleiros, templários ou não, tinham na cortesia uma virtude a ser alcançada. A cortesia envolvia uma grande relação de amor. O cortês tinha sempre em mente sua amada, por ela se empenhava em guerras, cruzadas e duelos. De modo geral, esse “amor-cortês” para com a musa não se concretizava, ficando no ideal imaginário de cada jovem. Assim, sempre que vemos filmes quem enfocam as justas, duelos de cavaleiros medievais, percebemos que o prêmio, quase sempre, era a mão da uma mulher de destaque. Os jovens sonhavam com as mulheres da nobreza, geralmente a rainha ou a filha de um rei, pois nelas estava concretizado todo o ideal de nobreza e cortesia; as jovens tinham como ideal de par amoroso os cavaleiros, que cultivavam os valores de nobreza.&lt;br /&gt;Muitos destes amantes sofreiam a vida toda por um amor impossível. Muitas destas histórias se tornaram grandes romances, citamos: Tristão e Isolda, Abelardo e Eloísa etc. Onde os jovens se amavam intensamente sem mesmo nunca se encontrar, eles nutriam carinho e afeto em promessas de amor eterno.&lt;br /&gt;Deste “amor-cortês” surgiram inúmeros jograis, poemas e cantigas, que tinham a função de endeusar um amor idealizado. Este amor ideal estava ligado à figura de um herói. Os heróis moviam o imaginário arquetípico medieval, na religião irrompiam como santos, no dia-a-dia como modelos de vida e virtudes. Muitos deles são conhecidos até hoje, quem não lembra de Dom Quixote, Rei Atur ou Parsival ou como santos, São Francisco e Santa Clara, São Bento e Santa Escolástica? Há também outros que ficaram ocultos na história, mas auxiliaram na definição do caráter juvenil de então. O herói colocava o homem a serviço de um ideal maior, dando força a ele para realizar seu caminho evolutivo.&lt;br /&gt;O “amor-cortês” que se manifestou em muitas e diferentes formas, delineou a compreensão humana de uma época. O ser humano de então estava voltado para ações honrosas e dedicadas. Há quem diga que a grandeza de um tempo está na quantidade de pessoas que são capazes de dedicar a vida por um ideal maior. Naquele tempo, o “amor-cortês” vivenciado por homens e mulheres de destaque definiu um código de valor para a juventude. O humano de valor era aquele capaz de ser cortês.&lt;br /&gt;Hoje, a cortesia deixou de participar do ideário humano. O ideal atual não tem a preocupação com o trato humano, o ser humano passa a ser compreendido como algo descartável e o amor como um objeto passageiro. As relações humanas passaram a ser guiadas pelo interesse material. No ideário medieval do “amor-cortês” vemos a luz de uma possibilidade para o comprometimento, não com as finanças ou com o mercado, mas com o ser humano, tal como ele é. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115431078113286262?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115431078113286262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115431078113286262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115431078113286262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115431078113286262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/07/cortesia.html' title='A Cortesia'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-115431068287040833</id><published>2006-07-30T22:48:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T08:45:10.236-03:00</updated><title type='text'>Cultura do Hoje e do Medieval</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/ses5a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/320/ses5a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir desta edição traremos a baila à discussão de alguns dos grandes ideais defendidos na Idade Média, vividos e cantados nos séculos XI e XII, considerados séculos do amor, que aqui vamos chamar de valores.&lt;br /&gt;Numa de nossas discussões apresentamos a palavra cultura, nela salientamos a cultura como “Kelt” (aquilo que provem das raízes), agora recordamos aquela exposição para nortear este nosso trabalho. Visto que, neste trabalho é importante ter em mente uma cultura especifica, a medieval.&lt;br /&gt;Hoje perguntamos: em que consiste nossa Cultura? Vamos nos analisar: vivemos um mundo sem harmonia, onde tudo está segmentado, dividido, onde a dualidade prevalece. Por exemplo, divide-se a educação em lar e escola, o homem em espiritual e carnal, as coisas em boa ou feias, as coisas em reciclável e não-reciclável. Montamos a cada momento um novo artifício de segmentação e divisão, como que isso nos levasse à valorização do todo.&lt;br /&gt;No mundo atual existe uma grande distância entre o real e o ideal. Vivemos nos propondo coisas, mas nenhuma delas somos capazes de cumprir, ou seja, somos falsos e fingimos para nós mesmos.&lt;br /&gt;Enquanto o medieval não tinha essa compreensão dividida. Quando se falava de Deus subentendia toda a divindade, falava-se em homem, tinha-se o todo, tanto o espírito e a carne. Tudo que era ideal já fazia parte do real. E as propostas eram levadas às últimas conseqüências.&lt;br /&gt;O medieval vivia uma cultura de amor, olhando sempre a grandiosidade das pequenas coisas, cada momento era unicamente importante. Não havia a necessidade de assumir o papel do outro, muito comum em nossos tempos, pois cada homem era completo no que desenvolvia. Lutas sociais seriam impossíveis, pois o artesão era todo artesão e sabia seu papel na sociedade como tal, era feliz naquilo que fazia, fazendo sempre o melhor possível. A plebe era plebe e a nobreza, nobre. O plebeu jamais queria ser rei, bem como o artesão não queria ser senhor. Não havia o crescimento social vertical. Não podemos dizer que hoje devia ser assim, ou diferente. Devemos somente lembrar que a dinâmica do nosso momento é bem outra.&lt;br /&gt;O mundo, hoje, através da das ilusões consumistas momentâneas, constrói e destrói a cada momento o tipo humano. Os meios de comunicação enfatizam o negativo do homem. O que se fala não é o que se vive, fala-se de um sonho incapaz de concreção. Na música mostra-se um amor cantado: o sertanejo, o pagode, o romântico e nunca um amor vivido e encarnado, como os medievais cantavam. Hoje o homem não está completo, ele não é o que é. Apresenta em todo momento um vazio que é impossível de preencher. Destarte, tem a necessidade de criar (não como criador adjunto de Deus) novidades que o separam cada vez mais da sua integridade. O homem se tornou um rei de vontades insaciáveis, busca do prazer, dos bens, da moda, demonstrando que cada vez mais se afasta de sua integridade vital, ele em Deus e Deus nele.&lt;br /&gt;Diz a professora Stella Grazani: “Não há cidadania, o homem não tem mais vez, não há mais espaço. Espaço, somente para o automóvel. Não acompanhamos o caminho do amor. Enquanto subimos na tecnologia, decaímos no amor. Assim, não sabemos mais valorizar o homem, colocamo-nos abaixo das máquinas”.&lt;br /&gt;Queremos, a partir de uma reflexão do mundo medieval, propor uma série de valores como possibilidade de uma nova cultura e de um ser humano novo, satisfeito e íntegro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-115431068287040833?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/115431068287040833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=115431068287040833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115431068287040833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/115431068287040833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/07/cultura-do-hoje-e-do-medieval.html' title='Cultura do Hoje e do Medieval'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14164706.post-114947974688044265</id><published>2006-06-05T00:53:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T00:55:46.883-03:00</updated><title type='text'>Alquimia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/1600/alquimia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="194" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5193/1273/400/alquimia.jpg" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito falamos sobre a alquimia, mas de modo algum chegamos ao cerne daquilo que ela realmente é. Podemos simplesmente falar acerca dela, como que girando ao redor dela e analisando seus vestígios.&lt;br /&gt;Sabemos que cada alquimista tinha seu laboratório. Assim, vamos partir do espaço de seu trabalho para tentar compreender como ou o que era a alquimia. A palavra laboratório vem da união de duas palavras latinas “labor” , que significa trabalho, serviço, ação; e a palavra “oratio”, raiz do termo que hoje se difunde como oração. Portando, o alquimista é propriamente um religioso, que em seu fazer desenvolve, ao mesmo tempo, trabalho e oração, ou seja, para ele não há distinção entre o fazer e o orar, ambos dizem o mesmo. Deste modo, o trabalho do alquimista é a oração e a oração é seu trabalho.&lt;br /&gt;Todo alquimista se apresenta como um sacerdote para si, um mediador entre as coisas visíveis e as coisas invisíveis, passando toda a sua vida em busca de concluir a “grande obra”. Mas o que é a “grande obra”? Seria a transmutação do chumbo em ouro? Ou então o encontro da pedra filosofal? Quando falamos em alquimia estamos falando das duas coisas. Se nos aprofundarmos mais neste estudo vamos perceber que ambas falam do mesmo. A “grande obra” se apresenta como um processo de transformação, como o caminho da transmutação. A transmutação física de uma coisa em outra, partindo de uma atitude interior, de uma transformação interna que vai culminar com a metanóia (conversão) do próprio alquimista.&lt;br /&gt;Alguns alquimistas apresentam as fazes de sua transmutação pessoal, mostrando uma escalação de momentos interiores até chegar a grandeza da transformação exterior. Toda a vida alquímica é uma busca pela completa transformação do homem velho no homem novo. O grande alquimista é aquele que consegue fazer-se, a partir de si mesmo e de suas forças, um homem novo. Muitos no decorrer de sua vida entendem que a “grande obra” consiste em transformar o homem-chumbo que se é no homem-ouro que todos almejam ser.&lt;br /&gt;Nesse processo, os tratados alquímicos falam de três estágios. O primeiro é o Negredo, onde o homem se encontra denso, sem purificação, momento em que ele trabalha o metal chumbo e o homem-chumbo. O segundo estágio é o Albedo, momento em que o alquimista começa a distinguir as coisas, está associado ao elemento água, que representa sua a purificação e limpeza. Por fim, o terceiro estágio, o Rubedo, neste estágio o alquimista se encontra com o metal ouro e faz a síntese interna de toda sua obra. No Rubedo o alquimista percebe-se transmutado no homem novo.&lt;br /&gt;Hoje a alquimia passa a ser vista num aspecto mágico e taumaturgico, mas não era esta a única expectativa que os alquimistas tinham de seu trabalho. O pai da alquimia, o Trimegisto, mostrava que o encontro da esmeralda se dá na busca humana de auto-lapidação para a transformação no melhor humano que se pode ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14164706-114947974688044265?l=dennysgirardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/feeds/114947974688044265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14164706&amp;postID=114947974688044265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/114947974688044265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14164706/posts/default/114947974688044265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dennysgirardi.blogspot.com/2006/06/alquimia.html' title='Alquimia'/><author><name>Dennys Robson Girardi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
